Olhando no microscópio College Junior hoje:
Hum... Acho que já entendi esse negócio.
A polpa vermelha é vermelha. Certo?
E a polpa branca... Bom, a polpa branca... É preta!
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Tripé
Todos os dias, pela manhã, via a imagem daquele animal melancólico, que desafiava a vida inóspita a qual estava submetido com muita força. Era um cachorro pequeno, jovem, alaranjado, olhar distante, que havia perdido uma de suas pequenas patas, quando, enquanto dormia, um carro o atropelou.
Gostava de observar aquele animal sempre que possível. Ele vivia numa rua humilde e não possuía exatamente um dono. Enfrentava, sozinho, todas as adversidades da vida. Costuma correr, mas depois do acidente passou a andar cautelosamente e a observar melhor o caminho que percorria.
Apelidei o cachorro de Tripé, devido à sua condição física. Costumava observar ele por alguns segundos quando possível. Geralmente ele estava deitado, observando o fluxo dos carros e das pessoas. O cão observava também o comportamento dos outros cachorros, que apesar de serem saudáveis, não tinham a vontade de viver que ele tinha. Ele queria poder correr, ir para bem longe e achar a felicidade em alguma outra parte da Terra.
Um ano após conhecê-lo, percebi que ele parecia mais alegre. Acredito que tenha se acostumado com a sua situação de deficiente físico e percebido que não adiantava sofrer por muito tempo. Ele passou a andar em um ritmo mais acelerado, a latir buscando amigos. Tripé aprendeu a superar as dificuldades e passou a mostrar cada vez mais força e coragem perante os desafios da vida. Descobriu também um novo mundo ao observar melhor o ambiente enquanto andava cuidadosamente. Demorou um certo tempo para ele superar o acidente, porém ele o sobrepujou completamente depois de mais algum tempo.
Há poucos dias, descobri que ele faleceu. Já estava velho e uma família estava cuidando dele. Ele procurou achar sua felicidade e eu sei que conseguiu. Esse animal ensinou que não adianta fazer o sofrimento de uma perda ser maior do que a felicidade de termos vida. Tripé me mostrou que, apesar de todas as dificuldades que possam surgir ou ser vivenciadas por nós diariamente, devemos achar a força que há dentro de nós e notar cada peculiaridade que existe na nossa jornada.
Gostava de observar aquele animal sempre que possível. Ele vivia numa rua humilde e não possuía exatamente um dono. Enfrentava, sozinho, todas as adversidades da vida. Costuma correr, mas depois do acidente passou a andar cautelosamente e a observar melhor o caminho que percorria.
Apelidei o cachorro de Tripé, devido à sua condição física. Costumava observar ele por alguns segundos quando possível. Geralmente ele estava deitado, observando o fluxo dos carros e das pessoas. O cão observava também o comportamento dos outros cachorros, que apesar de serem saudáveis, não tinham a vontade de viver que ele tinha. Ele queria poder correr, ir para bem longe e achar a felicidade em alguma outra parte da Terra.
Um ano após conhecê-lo, percebi que ele parecia mais alegre. Acredito que tenha se acostumado com a sua situação de deficiente físico e percebido que não adiantava sofrer por muito tempo. Ele passou a andar em um ritmo mais acelerado, a latir buscando amigos. Tripé aprendeu a superar as dificuldades e passou a mostrar cada vez mais força e coragem perante os desafios da vida. Descobriu também um novo mundo ao observar melhor o ambiente enquanto andava cuidadosamente. Demorou um certo tempo para ele superar o acidente, porém ele o sobrepujou completamente depois de mais algum tempo.
Há poucos dias, descobri que ele faleceu. Já estava velho e uma família estava cuidando dele. Ele procurou achar sua felicidade e eu sei que conseguiu. Esse animal ensinou que não adianta fazer o sofrimento de uma perda ser maior do que a felicidade de termos vida. Tripé me mostrou que, apesar de todas as dificuldades que possam surgir ou ser vivenciadas por nós diariamente, devemos achar a força que há dentro de nós e notar cada peculiaridade que existe na nossa jornada.
Frases soltas
"Uma alegria compartilhada se transforma em dupla alegria. Uma pena compartilhada, em meia pena".
"Acredite em você, mesmo que mais ninguém acredite".
"Acredite em você, mesmo que mais ninguém acredite".
Filme: Plano de Vôo (2005)
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Caleidoscópio
Noite com chuva
Dia com sol
A dama vestida de branco
Dança, chora, ri.
Eu me vi no espelho,
Esse mundo é assim mesmo
Ou é pura ilusão?
Crianças moram na rua
Cães e gatos também.
Esconde o rosto,
Eles estão vindo!
Cadê você dama branca?
Levanta e mostra o caminho.
A menina absorveu da terra
Dor, rancor, horror.
Ela não pode sozinha.
Eles não deixam a dama emergir
Tingem sua roupa de outras cores,
Geralmente vermelho.
O que fazer?
Deixar o mundo sofrer?
Abra os olhos,
Antes de tudo esquecer.
Dia com sol
A dama vestida de branco
Dança, chora, ri.
Eu me vi no espelho,
Esse mundo é assim mesmo
Ou é pura ilusão?
Crianças moram na rua
Cães e gatos também.
Esconde o rosto,
Eles estão vindo!
Cadê você dama branca?
Levanta e mostra o caminho.
A menina absorveu da terra
Dor, rancor, horror.
Ela não pode sozinha.
Eles não deixam a dama emergir
Tingem sua roupa de outras cores,
Geralmente vermelho.
O que fazer?
Deixar o mundo sofrer?
Abra os olhos,
Antes de tudo esquecer.
domingo, 21 de setembro de 2008
Cries legais
Kricketune's cry: http://veekun.com/files/cries/402.mp3
Lopunny's cry: http://veekun.com/files/cries/428.mp3
Lopunny's cry: http://veekun.com/files/cries/428.mp3
terça-feira, 16 de setembro de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Quem eu sou
Um bloco de gelo na selva;
Um feixe de partículas alfa;
Um relógio sem ponteiros;
Um conjunto de células;
Um escuro transparente;
Um veneno benevolente;
Um baralho com cinco naipes;
Um peixe fora d'água;
Um rádio sem áudio;
Um televisor bicolor;
Um círculo quadrado;
Um sapato desbotado;
Um planeta distante;
Um telefone sem fio;
Um terror engraçado;
Um deserto abissal;
Um retrato sensato;
Um fruto carmesim;
Um sorriso triste;
Um aquário vazio;
Um floco de neve;
Um grão de areia;
Um céu infinito;
Um odor inodoro;
Um sol noturno;
Um vento breve;
Um limão anil;
Um rio senil;
Um fio vil;
Um til;
~
Um feixe de partículas alfa;
Um relógio sem ponteiros;
Um conjunto de células;
Um escuro transparente;
Um veneno benevolente;
Um baralho com cinco naipes;
Um peixe fora d'água;
Um rádio sem áudio;
Um televisor bicolor;
Um círculo quadrado;
Um sapato desbotado;
Um planeta distante;
Um telefone sem fio;
Um terror engraçado;
Um deserto abissal;
Um retrato sensato;
Um fruto carmesim;
Um sorriso triste;
Um aquário vazio;
Um floco de neve;
Um grão de areia;
Um céu infinito;
Um odor inodoro;
Um sol noturno;
Um vento breve;
Um limão anil;
Um rio senil;
Um fio vil;
Um til;
~
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Gotas
Um pensamento funesto.
Pinga a gota.
Pensamentos ruins...
As gotas não param de pingar no box de vidro temperado.
Pinga a gota.
Pensamentos ruins...
As gotas não param de pingar no box de vidro temperado.
domingo, 5 de novembro de 2006
O acorde
O som que vinha da sala de música lembrava fatos inexplicáveis a Daniel. Sabia que conhecia aquela música, mas de onde?
Numa manhã de sexta-feira, Daniel resolveu ir à sala de música de sua escola para tentar descobrir quem tocara aquela canção que ele ouvira na manhã passada e causara tantos sentimentos. Ao chegar na porta da saleta, o rapaz deparou-se com uma linda mulher vestida em um belo vestido negro.
– O que desejas aqui, rapazinho? – perguntou a bela mulher a Daniel.
– Eu apenas gostaria de saber quem tocou uma canção ontem pela manhã.
A mulher estranhou um pouco a pergunta, mas respondeu:
– Fui eu que toquei. Estava afinando as cordas do meu alaúde. Comecei a trabalhar aqui esta semana como professora de música. Mas, por que esse interesse pela minha canção?
– Não sei explicar direito. Posso dizer apenas que sinto já ter escutado essa melodia...
A professora pediu para que o garoto viesse falar com ela após a aula. O menino concordou com a cabeça e seguiu para sua sala de aula, pois o sinal estava tocando.
A melodia permanecia soando na mente de Daniel. Ele não conseguia fixar a atenção nos teoremas e equações que o professor de matemática explicava. Esperava ansiosamente o encontro com a bela professora de música. Então, o sinal tocou.
Daniel esperou as pessoas saírem da escola e, assim, seguiu para a saleta de música, na qual a professora o aguardava. Ela o cumprimentou com uma mesura e pediu para que ele sentasse numa poltrona cor-de-carne, que estava próxima dos instrumentos musicais. O garoto obedeceu e voltou a perguntar sobre a melodia misteriosa.
Assim, depois de pegar seu alaúde, a bela mulher tocou a canção para Daniel ouvir. Ele afirmou, sem dúvida era aquela canção. Todos os sentimentos misteriosos voltaram à tona e Daniel lembrou algo que o assustou. Ele conhecia a professora de música, porque ela marcara sua vida. Aquela mulher fez a vida dele valer a pena.
Então, a mulher desapareceu como o sol no fim do dia. Entretanto o acorde daquela canção ecoou eternamente no interior do coração de Daniel. Ele conhecia aquela mulher, ele conheceu, um dia, aquela melodia.
Numa manhã de sexta-feira, Daniel resolveu ir à sala de música de sua escola para tentar descobrir quem tocara aquela canção que ele ouvira na manhã passada e causara tantos sentimentos. Ao chegar na porta da saleta, o rapaz deparou-se com uma linda mulher vestida em um belo vestido negro.
– O que desejas aqui, rapazinho? – perguntou a bela mulher a Daniel.
– Eu apenas gostaria de saber quem tocou uma canção ontem pela manhã.
A mulher estranhou um pouco a pergunta, mas respondeu:
– Fui eu que toquei. Estava afinando as cordas do meu alaúde. Comecei a trabalhar aqui esta semana como professora de música. Mas, por que esse interesse pela minha canção?
– Não sei explicar direito. Posso dizer apenas que sinto já ter escutado essa melodia...
A professora pediu para que o garoto viesse falar com ela após a aula. O menino concordou com a cabeça e seguiu para sua sala de aula, pois o sinal estava tocando.
A melodia permanecia soando na mente de Daniel. Ele não conseguia fixar a atenção nos teoremas e equações que o professor de matemática explicava. Esperava ansiosamente o encontro com a bela professora de música. Então, o sinal tocou.
Daniel esperou as pessoas saírem da escola e, assim, seguiu para a saleta de música, na qual a professora o aguardava. Ela o cumprimentou com uma mesura e pediu para que ele sentasse numa poltrona cor-de-carne, que estava próxima dos instrumentos musicais. O garoto obedeceu e voltou a perguntar sobre a melodia misteriosa.
Assim, depois de pegar seu alaúde, a bela mulher tocou a canção para Daniel ouvir. Ele afirmou, sem dúvida era aquela canção. Todos os sentimentos misteriosos voltaram à tona e Daniel lembrou algo que o assustou. Ele conhecia a professora de música, porque ela marcara sua vida. Aquela mulher fez a vida dele valer a pena.
Então, a mulher desapareceu como o sol no fim do dia. Entretanto o acorde daquela canção ecoou eternamente no interior do coração de Daniel. Ele conhecia aquela mulher, ele conheceu, um dia, aquela melodia.
Assinar:
Postagens (Atom)


