sexta-feira, 24 de abril de 2009

O pato pateta

Essa é a história de um pato que não era o patinho feio.
Um pato pateta que no meio do lago fazia "Quack" e no final do rio dizia "Quuck".
Que bicho bobo e egoísta.
Animal mais sem sentido e inconsequente.
Por isso que prefiro os papagaios. Imitam, mas imitam direito!

sábado, 11 de abril de 2009

Páscoa

É tempo de Páscoa, momento de renascer.
Bons ventos chuvosos batendo na janela, atravessando frestas e emitindo azul sonoro.
É instante de reflexão. De organizar aquilo que está meio bagunçado, construir novas idéias e receber ovos de chocolate.
Momento perfeito para promover mudanças, para rearranjar as notas musicais da canção que ninguém percebeu anteriormente.
Uma abdicação serena das dores e dos pesadelos.

sexta-feira, 27 de março de 2009

こおり の おおかみ

とおくの おおきな こおりの うえおお おかみ とおずつ とおる。

Drift of the ice by far and large the large wolf afar. (?)

とおくの おおきな こおりの うえおお
おかみ とおずつ とおる。

Oh and by far the towering ice
Knock each distant wolf. (?)

~

なまむぎ, なまごめ, なまたまご

あの ぬのの なは はに?
あの ぬのは なの ない ぬのなの?

このこ なかなか かたかな かけなけったから, なかなかったかな?

わかった? わからない? わかったら 「わかった」と, わからなかったら 「わからなかった」と いわなかったら, わかったか わからなかったか わからないじゃないの?
わかった?

Ou trigo, ou estupro, um ovo cru

É o da ANONU é?
O nariz do NAINU de ANONU?

Como eu chutava KAKENA rígido a partir deste, eu NAKANAKATTA?

OK? Sabe? WAKATTARA "Tudo bem", WAKARANAKATTARA "não sabe" e IWANAKATTARA, não sei ou que não sabem ou compreender?
OK?

Ok... ¬¬'
Traduções engraçadas. :D

domingo, 22 de março de 2009

Vazio

Há dois ou três dias realmente sentia um bem em si.
Há cinco ou seis havia um vazio imenso, uma perda de identidade.
Há oito ou nove dias tudo estava nebuloso, coisas incongruentes demais.
Há doze ou quem sabe quatorze o hoje parecia tão distante...

É estranho sentir a presença do tempo e pensar naquilo que não foi feito.
É extremamente estranho notar a ausência dos fatos concretos e a presença do abstrato.
Estranho é sentir dor e não saber de onde ela vem e o porquê.

O duelo entre titãs de mesma força.
A voluptuosa silhueta por trás das cortinas diáfanas.
A ausência de noção do perigo e do propósito daquele posicionamento.
O mistério na tradução da saudade.

Vazio.
Vago.
Voo.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Magnificent do U2

Magnificent
Oh, oh, magnificent

I was born
I was born to be with you
In this space and time
After that and ever after
I haven't had a clue

Only to break rhyme
This foolishness can leave a heart
Black and blue

Only love
Only love can leave such a mark
But only love
Only love can heal such a scar

I was born
I was born to sing for you
I didn't have a choice
But to lift you up
And sing whatever song you wanted me to
I give you back my voice
From the womb
my first cry
It was a joyful noise
Oh, oh

Only love
Only love can leave such a mark
But only love
Only love can heal such a scar

Justified till we die
You and I will magnify
Oh, the magnificent
Magnificent

Only love
Only love can leave such a mark
But only love
Only love unites our hearts

Justified till we die
You and I will magnify
Oh, the magnificent
Magnificent
Magnificent

terça-feira, 3 de março de 2009

Três anos sem Lôro

Hoje completa três anos que Lôro sucumbiu perante os infelizes acasos do destino.
Um pobre pássaro que ironicamente faleceu debaixo d'água.
Uma ave que não há idêntica no mundo, que adquiriu conhecimentos próprios, superou os seus limites e falou o que todos queriam ouvir.

Em uma manhã de três de março de dois mil e seis ele se foi, com aproximadamente dezoito anos de idade. Um jovem.
Voou para um lugar puro e conseguiu, finalmente, a sua liberdade plena.
Rompeu a gaiola, saltou de seu poleiro e adquiriu o uso livre de suas asas.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Amostragem de macacos

Os macacos querem bananas! Dá-lhes bananas!
Escolhendo números aleatórios na tabela, seleciono alguns macacos da minha população.
- Que tal chimpanzés, orangotangos e gorilas?
- Não. Prefiro os micos e os babuínos!
- Quanta exigência! Onde encontrarei um leão-dourado nestas terras?
- Dizem que estão em extinção, mas não acredito. É intriga da oposição. Eles querem é vender cadernos com folhas de papel reciclável.
E foi um troca-troca de rostos primatas. Primeiro, segundo e terceiro colocados.
Macacos que queriam ser humanos foram os selecionados para a pesquisa... Até o retrato exato da perturbação helicoidal entre o etéreo e o inferno despertar em todos.
Na realidade, havia déficit cerebral para os tornar dignos de análise científica apropriada.
A amostragem foi insufiente para os fins aos quais estava inicialmente destinada.
Foi inferior às minhas expectativas, meu estudo acabou sendo deflagrado.
- É uma pena, mas não podemos prosseguir com estas pesquisas.
- Percebo que errei em minhas previsões impossíveis.
- Eles não colaboraram, não se mostraram atentos aos seus ideais.
- É verdade... Lamentável decepção.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Os cupins

Degenerando carcaças eu os encontrei.
Repartindo em migalhas, em milhares de fragmentos o sólido.
Retorcendo. Ingerindo por dentro, às escondidas.

Não adianta veneno para detê-los, eles sempre retornam.
São fortes, são muitos e alimentam-se da sua sorte.
Consomem a vida como um fogo ardente.
Corrompem o lacre estéril do crepúsculo.

Na vidraça opaca, nas teias, lá estão.
Ao rotacionar o pescoço posso vê-los claramente.
Através da chuva, do respingo d'água em sentido cruzado.
Deixam suas asas membranáceas em todo lugar.

As teias crescem, os aracnídeos aparecem.
O dia termina e alimenta uma resolução.
O som das pedras, em contrapartida, tentativa de reverter esse processo.
As plantas murchas: decomposição tardia de um evento irreversível.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Paranóia

As cadeiras flutuavam na plantação.
Um bicho quadrúpede era adestrado por dois patos. Um negro, o outro albino.
Ah, paranóia. Um leve pensamento alterado do começo ao fim.
Uma terrível urticária que coça. Um sussuro que tortura à meia-noite.

O ar que desliza pelo corpo e arrepia.
O perfume que dissipa através da reflexão.
Um grupo de medos e aflições alienígenas.
As estrelas ditam: N-E-P-H-I-L-I-M.

O anjo caído?
Aquele que derruba os outros.
Tirano.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Fordismovida

As enchentes de trevas acumulam-se na terra. O passo que segue, o passo que volta. Pés firmes que criam raízes.
A cascata de eventos discorda. A cascata que chora. A menina que implora. Está quase na hora. Senhora, uma moça outrora. Ora, ora...
Um murmúrio. Um riso a mais. Um olho gordo na máquina. Um olho gordo na história. Um olho gordo nas asas das tulipas tricolores.
Um rito, uma prece, uma diocese. Uma desavença, duas. Uma lua, um sol. Um café matinal que grita através do odor característico.
O soco na parede. O espelho parte em oblíquo. O vaso chinês. O livro. O buquê de rosas na revista.
E repete, não pára. O cascalho, o chocalho. A matriz do orvalho. O cenário, idéias incongruentes que causam a turbulência do astral.
A pressão, a execução de atos. A rotina, a melodia dos pássaros. O riso engraçado do pseudo-Zacarias e o apêndice.
Na aparência, na ausência de decência. Ignorância, ganância. Ânsia. Peças idênticas, produtos anencéfalos de uma mesma maquinaria.