No sábado que parece domingo o Sol é ameno e faz vento.
Existe nas entrelinhas um silêncio que percorre a cidade.
Um sono mais acentuado e a temporária ausência de preocupação com os compromissos.
Nesse dia há família unida, aparecem visitas e o café é mais forte e farto.
Os pés ficam ligeiramente frios e a visão amarelada.
E deitado no sofá, com a televisão semi-desligada, você espera as horas passarem.
sábado, 29 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Descarregar
Há muito tempo ele sofria escondido. Ao final de cada dia a situação mais tensa aparecia subitamente em seus pensamentos. Ficava difícil se concentrar nas tarefas mais simples sem reviver aqueles momentos de aflição.
Uma série de controvérsias surgiram no percurso e o pequeno garoto acabou se distraindo. Não faltava disciplina em sua vida, entretanto o excesso dela acabava o atrapalhando deveras. O medo de ter que enfrentar o que antes era inapropriado trazia à tona uma sensação nebulosa em seu espírito. Alguma coisa que o perturbava por dentro, que constantemente roubava suas forças e sua alegria em alguns momentos.
Não há nada como o tempo para mostrar os seus erros, pequeno jovem. A maturidade e o envelhecimento modificam as noções intrínsecas sobre a sua coragem. Nesse instante eu me sinto livre para te afirmar que tudo passa e tudo sempre passará.
Quebrando sigilos, ou não, o menino passava por mais um obstáculo. Uma adversidade de muitas que ainda brotarão durante todos os anos como as flores na primavera. A pedra de mármore que estava em suas costas, enfim, repousa sozinha em um lugar bem distante daqui.
Uma série de controvérsias surgiram no percurso e o pequeno garoto acabou se distraindo. Não faltava disciplina em sua vida, entretanto o excesso dela acabava o atrapalhando deveras. O medo de ter que enfrentar o que antes era inapropriado trazia à tona uma sensação nebulosa em seu espírito. Alguma coisa que o perturbava por dentro, que constantemente roubava suas forças e sua alegria em alguns momentos.
Não há nada como o tempo para mostrar os seus erros, pequeno jovem. A maturidade e o envelhecimento modificam as noções intrínsecas sobre a sua coragem. Nesse instante eu me sinto livre para te afirmar que tudo passa e tudo sempre passará.
Quebrando sigilos, ou não, o menino passava por mais um obstáculo. Uma adversidade de muitas que ainda brotarão durante todos os anos como as flores na primavera. A pedra de mármore que estava em suas costas, enfim, repousa sozinha em um lugar bem distante daqui.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Reconhecimento de mãos
Entrelaçados os dedos de duas mãos distintas.
Mãos que não são imagens especulares.
Mãos que têm uma história diferente.
Há mãos que querem ser pernas.
As mãos finas da massagista chinesa.
Mãos sofridas da artesã mexicana.
Há mãos que impõem ordens.
Mãos que pedem a benção.
Mãos que rezam, mãos que pecam e mãos que choram.
Existem mãos que cortam e costuram.
Há aquelas mãos que fabricam o universo.
Mãos que estão ali para dar apoio.
Mãos que dançam e que cantam.
Têm mãos que agarram as chances com força.
Há mãos que catam migalhas do chão.
Mãos que dormem.
Mãos que lavam outras mãos.
Há mãos que escondem segredos.
Mãos que sofrem com medo.
Mãos sem identidade própria.
As mãos que são frias como o gelo.
Há outras mãos que trazem o calor e a ternura.
Mãos que acariciam.
Mãos que insistentemente perturbam.
E aquelas mãos desconfiadas...
Quais mãos estão nos seus braços?
Mãos que não são imagens especulares.
Mãos que têm uma história diferente.
Há mãos que querem ser pernas.
As mãos finas da massagista chinesa.
Mãos sofridas da artesã mexicana.
Há mãos que impõem ordens.
Mãos que pedem a benção.
Mãos que rezam, mãos que pecam e mãos que choram.
Existem mãos que cortam e costuram.
Há aquelas mãos que fabricam o universo.
Mãos que estão ali para dar apoio.
Mãos que dançam e que cantam.
Têm mãos que agarram as chances com força.
Há mãos que catam migalhas do chão.
Mãos que dormem.
Mãos que lavam outras mãos.
Há mãos que escondem segredos.
Mãos que sofrem com medo.
Mãos sem identidade própria.
As mãos que são frias como o gelo.
Há outras mãos que trazem o calor e a ternura.
Mãos que acariciam.
Mãos que insistentemente perturbam.
E aquelas mãos desconfiadas...
Quais mãos estão nos seus braços?
domingo, 12 de julho de 2009
Centro
A passos curtos chegou-se ao fim da estrada. Distantes rostos, resquícios de memórias vivas na entidade abstrata de cada ser. O fio da vara de pescar enrrolou no arbusto e retirou sete folhas do galho mais robusto. A história individual do homem e a sua importância.
Na negativa, a fotografia revela sua prece. Estranho retrato a inocular sua idéia no cérebro infantil. A caneta no porta-lápis. Riscos e rabiscos e as luvas sujas de tintura preta. O pastel, os lipídeos e o pâncreas. Três trechos de textos sem contexto na última página do livro.
A ordem crescente das horas e dos fatos. O último sibilo do dia a reunir suas almas. Os passos firmes, as sacolas erguidas nas mãos e a salada de frutas a manchar a camisa. Ironia do destino, presente inevitável do incerto em suas mãos. O incasável vento frio das manhãs na nuca do Sol. O fruto exposto ao miasma turvo do vulto humano.
Olhos castanhos a olhar-se mutuamente durante dez segundos. Por trás do vidro, um outro vidro. O último gole de água gelada. Colapso de vozes e de ações vitalícias.
Na negativa, a fotografia revela sua prece. Estranho retrato a inocular sua idéia no cérebro infantil. A caneta no porta-lápis. Riscos e rabiscos e as luvas sujas de tintura preta. O pastel, os lipídeos e o pâncreas. Três trechos de textos sem contexto na última página do livro.
A ordem crescente das horas e dos fatos. O último sibilo do dia a reunir suas almas. Os passos firmes, as sacolas erguidas nas mãos e a salada de frutas a manchar a camisa. Ironia do destino, presente inevitável do incerto em suas mãos. O incasável vento frio das manhãs na nuca do Sol. O fruto exposto ao miasma turvo do vulto humano.
Olhos castanhos a olhar-se mutuamente durante dez segundos. Por trás do vidro, um outro vidro. O último gole de água gelada. Colapso de vozes e de ações vitalícias.
domingo, 21 de junho de 2009
Glamorous Sky
開け放した窓に回る乱舞のDEEP SKY
Ah 仰いで
繰り返す日々に何の意味があるの?
Ah 叫んで
飛び出すGO
履きつぶしたROCKINGSHOES
跳ね上げるパドル
Flash Back
君はCLEVER
Ah, REMEMBER
あの虹を渡って あの朝に帰りたい
あの夢を並べて 二人歩いたGLAMOROUS DAYS
明け渡した愛に何の価値も無いの?
Ah嘆いて
はきだすGO
飲み干したROCK N\'ROLL
いきあがる
Flash Back
君のFLAVOR
AH REMEMBER
あの星を集めてこの胸に飾りたい
あの夢をつないで二人踊ったGLAMOROUS DAYS
Mm... glamorous DAYS
眠れないよ
SUNDAY MONDAY
稲妻TUESDAY
WEDNESDAY THURSDAY
雪花... OH...
FRIDAY SATURDAY
七色 EVERYDAY
闇雲消えるFULL MOON
答えてよ僕の声に
あの雲を払って君の未来照らしたい
この夢を抱えて一人歩くGLORIOUS DAYS
あの虹を渡ってあの朝に帰りたい
あの夢を並べて二人歩いたGLAMOROUS DAYS
GLAMOROUS SKY..
Ah 仰いで
繰り返す日々に何の意味があるの?
Ah 叫んで
飛び出すGO
履きつぶしたROCKINGSHOES
跳ね上げるパドル
Flash Back
君はCLEVER
Ah, REMEMBER
あの虹を渡って あの朝に帰りたい
あの夢を並べて 二人歩いたGLAMOROUS DAYS
明け渡した愛に何の価値も無いの?
Ah嘆いて
はきだすGO
飲み干したROCK N\'ROLL
いきあがる
Flash Back
君のFLAVOR
AH REMEMBER
あの星を集めてこの胸に飾りたい
あの夢をつないで二人踊ったGLAMOROUS DAYS
Mm... glamorous DAYS
眠れないよ
SUNDAY MONDAY
稲妻TUESDAY
WEDNESDAY THURSDAY
雪花... OH...
FRIDAY SATURDAY
七色 EVERYDAY
闇雲消えるFULL MOON
答えてよ僕の声に
あの雲を払って君の未来照らしたい
この夢を抱えて一人歩くGLORIOUS DAYS
あの虹を渡ってあの朝に帰りたい
あの夢を並べて二人歩いたGLAMOROUS DAYS
GLAMOROUS SKY..
sexta-feira, 5 de junho de 2009
E esse tempo que passou...
Ei, Fulana... Você lembra do dia em que nos conhecemos? Era uma tarde de sexta-feira, em pleno feriado, e você havia se molhado na chuva que não cessava sequer por um único segundo. Lembro como ainda havia inocência em seus olhos, como seus sonhos impossíveis pareciam ser realizáveis e como a única diversão que nós tínhamos era discutir assuntos sem cabimento.
Sabe, Fulana, às vezes acho que esse tempo não passou. Abro a janela e vejo que o gramado continua verde, apesar das papoulas e dos girassóis não estarem mais lá. Vejo o Sol invadir o meu quarto quando chega novembro e percebo que a rachadura nas telhas da sua casa ainda estão presentes.
Não entendo, Fulana, o que aconteceu conosco. Dois caminhos que se fundiram por vários meses e tomaram rumos tão diferentes no final. Será que isso é o que chamam de destino?
Eu espero que você ainda lembre desses dias, Fulana, assim como eu recordo. Espero que um dia você se pegue lembrando desses dias e note que sua essência humana não está totalmente perdida. Desejo sinceramente, Fulana, que você esteja feliz. Que você fique em paz e traga paz para seu mundo desiludido.
Sabe, Fulana, às vezes acho que esse tempo não passou. Abro a janela e vejo que o gramado continua verde, apesar das papoulas e dos girassóis não estarem mais lá. Vejo o Sol invadir o meu quarto quando chega novembro e percebo que a rachadura nas telhas da sua casa ainda estão presentes.
Não entendo, Fulana, o que aconteceu conosco. Dois caminhos que se fundiram por vários meses e tomaram rumos tão diferentes no final. Será que isso é o que chamam de destino?
Eu espero que você ainda lembre desses dias, Fulana, assim como eu recordo. Espero que um dia você se pegue lembrando desses dias e note que sua essência humana não está totalmente perdida. Desejo sinceramente, Fulana, que você esteja feliz. Que você fique em paz e traga paz para seu mundo desiludido.
domingo, 31 de maio de 2009
Lá vem chuva, Orkut
o último suspiro do pacote sem rótulo.
o pó que se acumula na margem superior da porta.
o vice-versa que reparte a dívida em dois lucros.
o espelho que analisa sem tecer longos comentários.
o silêncio psicótico do céu nublado.
o enigma que está na questão quemeusou.
o pó que se acumula na margem superior da porta.
o vice-versa que reparte a dívida em dois lucros.
o espelho que analisa sem tecer longos comentários.
o silêncio psicótico do céu nublado.
o enigma que está na questão quemeusou.
sábado, 16 de maio de 2009
Sem título
A tarde que não tinha Sol durava a eternidade. Queria descanso, mas o trivial contínuo o bania. O inesgotável lamento que pedia o fim das algemas nas pernas não conseguia ser superado e o pó das borboletas ficava acumulado na escrivaninha.
A inocência que devia ir embora. A chegada da Caipora. A infecção por catapora deixando suas marcas por alguns dias.
A essência da fermentação: o vinagre a dissipar-se pelos cômodos. Se fazia bem ou mal, não sabia. Naquele momento incomodava, trazia a desordem. Um caos, de repente, sem culpa.
Pungia a garganta. E os dias de escola? Kyoshitsunihaittemoiidesuka?
Cacos de um vaso negro perfuravam as pernas. A fumaça do cigarro matinal na varanda retardava os dias, mesmo que as flores lilás e brancas nascessem ali por perto.
Sei lá, sentimento de culpa, talvez. Só queria que ficasse tudo bem. Não é um cubo mágico por ser mais colorido e aleatório.
Memórias apagadas. Não agora.
E é por isso que não tem título esse texto.
A inocência que devia ir embora. A chegada da Caipora. A infecção por catapora deixando suas marcas por alguns dias.
A essência da fermentação: o vinagre a dissipar-se pelos cômodos. Se fazia bem ou mal, não sabia. Naquele momento incomodava, trazia a desordem. Um caos, de repente, sem culpa.
Pungia a garganta. E os dias de escola? Kyoshitsunihaittemoiidesuka?
Cacos de um vaso negro perfuravam as pernas. A fumaça do cigarro matinal na varanda retardava os dias, mesmo que as flores lilás e brancas nascessem ali por perto.
Sei lá, sentimento de culpa, talvez. Só queria que ficasse tudo bem. Não é um cubo mágico por ser mais colorido e aleatório.
Memórias apagadas. Não agora.
E é por isso que não tem título esse texto.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
O pato pateta
Essa é a história de um pato que não era o patinho feio.
Um pato pateta que no meio do lago fazia "Quack" e no final do rio dizia "Quuck".
Que bicho bobo e egoísta.
Animal mais sem sentido e inconsequente.
Por isso que prefiro os papagaios. Imitam, mas imitam direito!
Um pato pateta que no meio do lago fazia "Quack" e no final do rio dizia "Quuck".
Que bicho bobo e egoísta.
Animal mais sem sentido e inconsequente.
Por isso que prefiro os papagaios. Imitam, mas imitam direito!
sábado, 11 de abril de 2009
Páscoa
É tempo de Páscoa, momento de renascer.
Bons ventos chuvosos batendo na janela, atravessando frestas e emitindo azul sonoro.
É instante de reflexão. De organizar aquilo que está meio bagunçado, construir novas idéias e receber ovos de chocolate.
Momento perfeito para promover mudanças, para rearranjar as notas musicais da canção que ninguém percebeu anteriormente.
Uma abdicação serena das dores e dos pesadelos.
Bons ventos chuvosos batendo na janela, atravessando frestas e emitindo azul sonoro.
É instante de reflexão. De organizar aquilo que está meio bagunçado, construir novas idéias e receber ovos de chocolate.
Momento perfeito para promover mudanças, para rearranjar as notas musicais da canção que ninguém percebeu anteriormente.
Uma abdicação serena das dores e dos pesadelos.
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