Gooble, Gobble
Gooble, Gobble
We accept you! One of us!
Gooble, Gobble
Gooble, Gobble
We accept you! One of us!
Gooble, Gobble
Gooble, Gobble
We accept you! One of us!
(...)
One of us!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
Setas
É incrível como a vida é feita de direções e sentidos. Eu diria até que você já nasce fadado a traçar um determinado percurso, e não estou sendo determinista ou coisa do tipo em minha colocação. Independente do que você faça para modificar o trajeto, há algo indefinível por trás de tudo que já prevê todas as possibilidades e escolhe uma. Essa escolha pode até depender de suas visões de mundo particulares, mas depende mais ainda das circunstâncias em que você se localiza ou até do acaso.
As setas, por exemplo, estão mais presentes no nosso dia-a-dia do que imaginamos. Estão nas placas a guiar carros e pedestres, estão na barra de rolagem do nosso navegador padrão, estão nas ruas e shoppings e no botão do elevador que muitos apertam todos os dias.
Aos poucos somos guiados sem que percebamos. Direções que foram colocadas ali por alguém que nos influencia nas entrelinhas sem ao menos nos conhecer. Será que isso não é um tipo de manipulação dos fatos? Fica aqui uma lacuna porque tenho que seguir o meu caminho e você certamente haverá de seguir o seu.
As setas, por exemplo, estão mais presentes no nosso dia-a-dia do que imaginamos. Estão nas placas a guiar carros e pedestres, estão na barra de rolagem do nosso navegador padrão, estão nas ruas e shoppings e no botão do elevador que muitos apertam todos os dias.
Aos poucos somos guiados sem que percebamos. Direções que foram colocadas ali por alguém que nos influencia nas entrelinhas sem ao menos nos conhecer. Será que isso não é um tipo de manipulação dos fatos? Fica aqui uma lacuna porque tenho que seguir o meu caminho e você certamente haverá de seguir o seu.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Paradox Globe - Concept Intro 2
No globo paradoxal as definições e os preceitos sucumbem perante a ira intempestuosa do imoral.
As maçãs não são verdes nem vermelhas e não costumam obedecer à lei da gravidade.
O passado retorna mais vívido do que o próprio presente, ignorando momentaneamente a tirania do tempo.
As pessoas não são risos nem lágrimas, não são amores ou rancores, não são boas ou más.
O despertar do sono costuma consumir o perfume suave das papoulas que encobre o odor fétido e sulfuroso da culpa.
As maçãs não são verdes nem vermelhas e não costumam obedecer à lei da gravidade.
O passado retorna mais vívido do que o próprio presente, ignorando momentaneamente a tirania do tempo.
As pessoas não são risos nem lágrimas, não são amores ou rancores, não são boas ou más.
O despertar do sono costuma consumir o perfume suave das papoulas que encobre o odor fétido e sulfuroso da culpa.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Feliz ano novo
Mais um ano completa a maratona de 365 dias sem que percebamos sua fuga silenciosa.
Os adesivos permanecem nas agendas velhas e os cartões acumulam-se dentro das gavetas.
O relógio ainda traz as horas em sequência crescente, o 1-2-3 interminável e enigmático, que não me faz ganhar na Mega Sena.
A Yazawa que não demonstra melhoras, o cão Hachiko que ganha espaço no cinema americano e a estranha morte da Lady Murphy...
É, tanta coisa parece ter acontecido ontem e já faz um ano. Tanta coisa aconteceu esse ano, que desaparece na simples cronologia de um dia, de um mês, de uma estação...
Na janela ainda há vazio, um silêncio interrompido pelas luzinhas restantes do Natal.
Na carteira velha havia um cartão esquecido, acredito que não só por mim, mas por quem o fez também. E já fazem mais de 10 anos!
Estrondos contínuos de rojão a fragmentar o espaço e o tempo nos últimos segundos. Brilhos que jamais serão repetidos na mesma ordem e posição.
Explosão e suspiro. Hora da psicodeliamania. Ameixas rosadas que parecem maçãs.
Como é possível regredir e transgredir ao mesmo tempo?
Já está quase visível a tênue linha entre futuro e passado, que se encontram nesse momento.
Feliz ano novo. Ano feliz novo. Novo ano feliz.
Os adesivos permanecem nas agendas velhas e os cartões acumulam-se dentro das gavetas.
O relógio ainda traz as horas em sequência crescente, o 1-2-3 interminável e enigmático, que não me faz ganhar na Mega Sena.
A Yazawa que não demonstra melhoras, o cão Hachiko que ganha espaço no cinema americano e a estranha morte da Lady Murphy...
É, tanta coisa parece ter acontecido ontem e já faz um ano. Tanta coisa aconteceu esse ano, que desaparece na simples cronologia de um dia, de um mês, de uma estação...
Na janela ainda há vazio, um silêncio interrompido pelas luzinhas restantes do Natal.
Na carteira velha havia um cartão esquecido, acredito que não só por mim, mas por quem o fez também. E já fazem mais de 10 anos!
Estrondos contínuos de rojão a fragmentar o espaço e o tempo nos últimos segundos. Brilhos que jamais serão repetidos na mesma ordem e posição.
Explosão e suspiro. Hora da psicodeliamania. Ameixas rosadas que parecem maçãs.
Como é possível regredir e transgredir ao mesmo tempo?
Já está quase visível a tênue linha entre futuro e passado, que se encontram nesse momento.
Feliz ano novo. Ano feliz novo. Novo ano feliz.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Duas patadas no rosto e uma mordida na mente
Ele não sabe por mais quanto tempo esse coliseu irá ficar erguido. Tem dias que a fisionomia dos gladiadores é tão hostil que o leão em sua jaula fica perplexo. Como é possível aqueles homens estarem tão determinados em matar uns aos outros? Seria o instinto de sobrevivência ou o puro prazer de provar que é o melhor dentre todos?
Não é compreensível para um leão, mesmo sendo o rei, a característica confusa da mentalidade humana. Gladiadores com suas armas em punho, prontos para retirarem a vida de seus semelhantes. Um leão a observar aquilo com olhos curiosos, sem mostrar qualquer entendimento. Confusão total.
Espero que o juízo seja feito. Que sobrevivem apenas, além do leão e sua inocência, aqueles que forem mais espertos, não em criar métodos para derrotar os outros homens, mas que percebam a existência da grande platéia sedenta por sangue a sua volta, e não se deixem enganar pelos aplausos.
Não é compreensível para um leão, mesmo sendo o rei, a característica confusa da mentalidade humana. Gladiadores com suas armas em punho, prontos para retirarem a vida de seus semelhantes. Um leão a observar aquilo com olhos curiosos, sem mostrar qualquer entendimento. Confusão total.
Espero que o juízo seja feito. Que sobrevivem apenas, além do leão e sua inocência, aqueles que forem mais espertos, não em criar métodos para derrotar os outros homens, mas que percebam a existência da grande platéia sedenta por sangue a sua volta, e não se deixem enganar pelos aplausos.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Brilho de uma mente sem lembrança
Meu lobo occipital parecia estar em plena atividade. Meu corpo estava congelado, meus braços não respondiam à minha vontade de mexê-los. Acho que eu estava preso no espaço que existe entre o sono profundo e o estado de alerta. Inexplicável e curioso, como se parte de meu cérebro estivesse consciente do ambiente e a outra parte permanecesse sonhando com coisas que já não lembro mais veementemente.
Diante do espelho minha vista está embaçada e há um silêncio em minha consciência. Na hora do banho, ao cair água em minha cabeça, ouço gritos e duas pezadas fortes ecoam entre o barulho das gotas que caem no chão e escorrem pelo ralo. Queria poder voltar àqueles dias em que observava as nuvens pela fosca janela enquanto a água purificava minha alma.
Diante do espelho minha vista está embaçada e há um silêncio em minha consciência. Na hora do banho, ao cair água em minha cabeça, ouço gritos e duas pezadas fortes ecoam entre o barulho das gotas que caem no chão e escorrem pelo ralo. Queria poder voltar àqueles dias em que observava as nuvens pela fosca janela enquanto a água purificava minha alma.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Satsuki - Kagrra
雫滴る 硝子の向こうは
嗚呼 遥か遠く 瞳に映らない
嗚呼 震えている 記憶にもたれて
声は唯届かずに その手を擦り抜けて行く
涙はまだ零れずに あなたを想うだけ
翳む夕日に壊れたあの日の欠片
声は唯届かずに その手を擦り抜けて行く
涙はまだ零れずに あなたを捜してる
嗚呼 遥か遠く 私の心が
嗚呼 震えている 心が哭いている
声は唯届かずに その手を擦り抜けて行く
涙はまだ零れずに あなたを捜してる
声は唯届かずに…
涙はまだ零れずに…
- Romaji -
shizuku shitataru, garasu no mukou wa
aa, haruka tooku, hitomi ni utsuranai
aa, furueteiru, kioku ni motarete
koe wa tada todokazu ni, sono te o suri nukete yuku
namida wa mada koborezu ni, anata o omou dake
kasumu yuuhi ni kowareta ano hi no kakera
koe wa tada todokazu ni, sono te o suri nukete yuku
namida wa mada koborezu ni, anata o sagashiteiru
aa, haruka tooku, watashi no kokoro ga
aa, furueteiru, kokoro ga naiteiru
koe wa tada todokazu ni, sono te o suri nukete yuku
namida wa mada koborezu ni, anata o sagashiteiru
koe wa tada todokazu ni...
namida wa mada koborezu ni...
嗚呼 遥か遠く 瞳に映らない
嗚呼 震えている 記憶にもたれて
声は唯届かずに その手を擦り抜けて行く
涙はまだ零れずに あなたを想うだけ
翳む夕日に壊れたあの日の欠片
声は唯届かずに その手を擦り抜けて行く
涙はまだ零れずに あなたを捜してる
嗚呼 遥か遠く 私の心が
嗚呼 震えている 心が哭いている
声は唯届かずに その手を擦り抜けて行く
涙はまだ零れずに あなたを捜してる
声は唯届かずに…
涙はまだ零れずに…
- Romaji -
shizuku shitataru, garasu no mukou wa
aa, haruka tooku, hitomi ni utsuranai
aa, furueteiru, kioku ni motarete
koe wa tada todokazu ni, sono te o suri nukete yuku
namida wa mada koborezu ni, anata o omou dake
kasumu yuuhi ni kowareta ano hi no kakera
koe wa tada todokazu ni, sono te o suri nukete yuku
namida wa mada koborezu ni, anata o sagashiteiru
aa, haruka tooku, watashi no kokoro ga
aa, furueteiru, kokoro ga naiteiru
koe wa tada todokazu ni, sono te o suri nukete yuku
namida wa mada koborezu ni, anata o sagashiteiru
koe wa tada todokazu ni...
namida wa mada koborezu ni...
domingo, 15 de novembro de 2009
Paradox Globe - Concept Intro
No globo paradoxal a vida não é simples como na televisão.
As feridas são verdadeiras e doem bastante.
As lembranças não são revividas e se cristalizam na mente como o que chamamos de passado.
O bem e o mal convivem como unidade dentro dos corações de todos os homens.
E o tempo afeta a todos sem se importar com sua origem.
- Será que dessa vez sai alguma coisa? -.-'
As feridas são verdadeiras e doem bastante.
As lembranças não são revividas e se cristalizam na mente como o que chamamos de passado.
O bem e o mal convivem como unidade dentro dos corações de todos os homens.
E o tempo afeta a todos sem se importar com sua origem.
- Será que dessa vez sai alguma coisa? -.-'
domingo, 8 de novembro de 2009
Tarde de domingo
Hoje é domingo, pé de cachimbo.
O cachimbo é de ouro, bate no touro.
O touro é valente, derruba a gente.
A gente é fraco, cai no buraco.
O buraco é fundo, acabou-se o mundo.
O cachimbo é de ouro, bate no touro.
O touro é valente, derruba a gente.
A gente é fraco, cai no buraco.
O buraco é fundo, acabou-se o mundo.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Gueixa neolatina
Com seus olhos ligeiramente puxados, ela seduzia. Não sei se fazia aquilo de propósito ou se sua beleza exótica era capaz de por si atrair a atenção.
Olhos que brilhavam naquela noite chuvosa, na penumbra do alpendre e me fazia sentir que era observado. Seria aquilo de propósito ou fruto da minha imaginação desejosa?
Seus cabelos longos negros cobriam parte de seu rosto e não recordo de ouvir sua voz. Provavelmente ela é doce ou, quem sabe, incisiva... Um espectro branco a povoar meus pensamentos.
Quem sabe, minha gueixa neolatina, não nos reencontramos um dia desses? Gostaria de ter apenas a coragem suficiente para te fazer sorrir para mim. Um sorriso misterioso a exalar sedução e dúvida.
Olhos que brilhavam naquela noite chuvosa, na penumbra do alpendre e me fazia sentir que era observado. Seria aquilo de propósito ou fruto da minha imaginação desejosa?
Seus cabelos longos negros cobriam parte de seu rosto e não recordo de ouvir sua voz. Provavelmente ela é doce ou, quem sabe, incisiva... Um espectro branco a povoar meus pensamentos.
Quem sabe, minha gueixa neolatina, não nos reencontramos um dia desses? Gostaria de ter apenas a coragem suficiente para te fazer sorrir para mim. Um sorriso misterioso a exalar sedução e dúvida.
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