風に吹かれ 立ち止まり振り返って
影に埋もれた足跡に そっと手を伸ばし
その先を見つめて 溜め息を浮かべたら
あの青く晴れた大空に叫んでた 在りし日の俺が口を開け笑った
夢は遠くほど遠く霞んでる 今こそ掴めこの声よ天に届け
瓦礫(がれき)の上 唇を強く噛んで
蹲(うずくま)ってる瞬きが 瞳を閉じれば
広がる暗闇に 幽かに今 輝いて
路傍(ろぼう)に生まれたあの花は知っていた
踏みつけられて覚えてく強さを
夢は遠くほど遠く霞んでる 今こそ唸れこの声よ天に届け
落雷の彼方まで 響く「叫び」は
時を越えてく 限りなく高く 聳(そび)えた壁を 打壊し
あの青く晴れた大空に叫んでた 在りし日の俺が口を開け笑った
夢は遠くほど遠く霞んでる 今こそ掴めこの声よ俺に届け
Romaji:
Kaze ni fukare tachidomari furikaette
kage ni umoreta ashiato ni sotto te wo nobashi
sono saki wo mitsumete tameiki wo ukabetara
Ano aoku hareta oozora ni sakendeta
arishi hi no ore ga kuchi wo ake waratta
yume wa tooku hodo tooku kasunderu
ima koso tsukame kono koe yo ten ni todoke
Gareki no ue kuchibiru wo tsuyoku kande
uzumakutteru matataki ga hitomi wo tojireba
hirogaru kurayami ni kasuka ni ima kagayaite
Robou ni umareta ano hana wa shitteita
fumitsukerarete oboeteku tsuyosa wo
yume wa tooku hodo tooku kasunderu
ima koso unare kono koe yo ten ni todoke
Rakurai no anata made hibiku "sakebi" wa
toki wo koeteku kagirinaku takaku
sobieta kabe wo uchi kowashi
Ano aoku hareta oozora ni sakendeta
arishi hi no ore ga kuchi wo ake waratte
Yume wa tooku hodo tooku kasunderu
ima koso tsukame kono koe yo ore ni todoke
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
A verdade
A verdade é que a vida só tem sentido se existirem desafios.
Se houver uma busca eterna por um tesouro perdido em algum lugar distante.
O sentido da vida é um sentimento insaciável, que se perde quando tudo é fácil e gratuito.
Não existe recompensa sem haver um fardo a cumprir anteriormente.
Não ter tempo, por exemplo, torna os momentos de felicidade mais importantes.
Já o excesso de tempo deixa aquilo que te faz feliz extremamente irritante.
Pensar sobre tudo isso nos mostra como o ser humano é bizarro.
Ele é capaz de anteceder uma felicidade como sofrimento e sofrer por ser feliz.
Uma estranha ambivalência, uma simbiose conflitante peculiar.
No final, a melhor opção acaba sendo utilizar o tempo de maneira racional, mas não compulsiva.
E acabamos sem querer pensar muito sobre o assunto.
Por isso, deixe a vida seguir seu rumo, pois a verdade já está aguardando você há muito tempo.
Antes de qualquer mentira.
Se houver uma busca eterna por um tesouro perdido em algum lugar distante.
O sentido da vida é um sentimento insaciável, que se perde quando tudo é fácil e gratuito.
Não existe recompensa sem haver um fardo a cumprir anteriormente.
Não ter tempo, por exemplo, torna os momentos de felicidade mais importantes.
Já o excesso de tempo deixa aquilo que te faz feliz extremamente irritante.
Pensar sobre tudo isso nos mostra como o ser humano é bizarro.
Ele é capaz de anteceder uma felicidade como sofrimento e sofrer por ser feliz.
Uma estranha ambivalência, uma simbiose conflitante peculiar.
No final, a melhor opção acaba sendo utilizar o tempo de maneira racional, mas não compulsiva.
E acabamos sem querer pensar muito sobre o assunto.
Por isso, deixe a vida seguir seu rumo, pois a verdade já está aguardando você há muito tempo.
Antes de qualquer mentira.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Burning up
Minhas pernas estão moldadas com uma estranha sensação.
Elas não sentem dor, não estão doentes nem cansadas.
É apenas uma espécie de congelamento, talvez uma brisa que insiste em passar.
Seria um efeito colateral do meio sono em meio disperso.
Ou as três pitadas de canela no café antes de dormir.
Já faltam palavras.
Talvez isso seja estresse acumulado, um corpo fatigado, um burn out ainda in.
Elas não sentem dor, não estão doentes nem cansadas.
É apenas uma espécie de congelamento, talvez uma brisa que insiste em passar.
Seria um efeito colateral do meio sono em meio disperso.
Ou as três pitadas de canela no café antes de dormir.
Já faltam palavras.
Talvez isso seja estresse acumulado, um corpo fatigado, um burn out ainda in.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Dia.gnóstico
Um pouco de ar depois da última chuva.
Entre metades incertas de corações vazios há doutrinas.
É como um pote cheio de água sob o reflexo da luz do Sol.
Marte já não está tão longe aos olhos.
Mais perto ainda está uma guerra de discos em Tron.
Só mais um sopro após aspirar o último cigarro aceso.
É tão fácil crer em verdades ditas por outrem.
Volta e meia e meia-volta em meio a diagnósticos.
Um dia assim, um dia para fazer comunhão.
Um dia para uma prece, para uma oração.
Só mais um dia, um dia de vida ou um dia em vão?
Aqueles cílios que insistem em desaparecer às sextas-feiras.
O ecstasy que promove o embalo do Melbourne Shuffle.
A dor da ressaca, a voz entalada e a ausência de pensamento.
Até que mais uma vez retorna o dia gnóstico ou seria agnóstico que esteve aqui ontem, anteontem, anteanteontem, anteanteanteontem, anteanteanteanteontem, eternamente.
Entre metades incertas de corações vazios há doutrinas.
É como um pote cheio de água sob o reflexo da luz do Sol.
Marte já não está tão longe aos olhos.
Mais perto ainda está uma guerra de discos em Tron.
Só mais um sopro após aspirar o último cigarro aceso.
É tão fácil crer em verdades ditas por outrem.
Volta e meia e meia-volta em meio a diagnósticos.
Um dia assim, um dia para fazer comunhão.
Um dia para uma prece, para uma oração.
Só mais um dia, um dia de vida ou um dia em vão?
Aqueles cílios que insistem em desaparecer às sextas-feiras.
O ecstasy que promove o embalo do Melbourne Shuffle.
A dor da ressaca, a voz entalada e a ausência de pensamento.
Até que mais uma vez retorna o dia gnóstico ou seria agnóstico que esteve aqui ontem, anteontem, anteanteontem, anteanteanteontem, anteanteanteanteontem, eternamente.
domingo, 21 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Sorumbático
Sol, rum na tumba.
Só um na ruma.
Soruma fuma.
Como pode um peixe vivo viver fora da água fria?
Como podem as batatas esparramarem-se pelo chão?
Como pode a menininha pôr a mão no coração?
É tudo tão indistinto e confuso.
Uma leve paranóia ao som noturno.
A última piscadela antes do primeiro sonho.
A percepção da sombra de uma máscara carnavalesca.
Antecipação constatada ou pura loucura?
É só um baticum.
(E nada mais)
Só um na ruma.
Soruma fuma.
Como pode um peixe vivo viver fora da água fria?
Como podem as batatas esparramarem-se pelo chão?
Como pode a menininha pôr a mão no coração?
É tudo tão indistinto e confuso.
Uma leve paranóia ao som noturno.
A última piscadela antes do primeiro sonho.
A percepção da sombra de uma máscara carnavalesca.
Antecipação constatada ou pura loucura?
É só um baticum.
(E nada mais)
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Hatachi
Vinte anos, no. Vinte nós.
Um simples passar de dia evoca uma ebulição tão tenebrosa no ego.
Pô, mudou a década. Mudou a realidade?
De que serve a matemática nessas horas se o tempo só sabe somar.
É verdade. É a segunda parte da vida. É a despedida de um dígito que ficou registrado por dez anos no inconsciente.
Hoje sei. Hoje eu queria poder evitar.
Como é ruim se sentir mais velho!
Por quê? Hatachi desu kara.
Um simples passar de dia evoca uma ebulição tão tenebrosa no ego.
Pô, mudou a década. Mudou a realidade?
De que serve a matemática nessas horas se o tempo só sabe somar.
É verdade. É a segunda parte da vida. É a despedida de um dígito que ficou registrado por dez anos no inconsciente.
Hoje sei. Hoje eu queria poder evitar.
Como é ruim se sentir mais velho!
Por quê? Hatachi desu kara.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Pump it up - Banya - Run to you
Direto do túnel do tempo. xD
sábado, 4 de setembro de 2010
ファビオのビデオレター
みんなさん、 こんにちは。 おげんきですか。
わたし は さらいしゅうに マセイオ へ いって います。
いま わたし は マセイオの はなしに いきます。
マセイオは いちばん きれいな まち です。
あそこで たくさん おいしい たべもの が あります。
これは BALI です。
BALIは ゆうめいな アイスクリームのみせ です。
まいにち いろいろな ひとは アイスクリームや パイ を たべに いきます。
BALI の りょうり は とても おいしい ですが、 すこし たかい です。
これは NEW HAKATA です。
NEW HAKATAは にほんりょうりの レストラン です。
あそこで やきそばや すしや さしみや てんぷらなど が あります。
たべもので はなしましたから、 おなかがすきました。
すみませんが、マセイオへ いって ください。
あなたたち は マセイオ が すきに いきます。
じゃ また!
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Veneno
Com uma simples palavra fria o diálogo franco fez-se briga feia.
É tão estranho o silêncio que fica no período pós-ictal.
Um veneno meio turvo que corrói as entranhas lentamente.
Na verdade aquela mentira era verdadeiramente errada.
Um equívoco na posição das palavras, uma troca de idéias mal pensada.
O eterno conflito entre o pedir perdão e o fingir que não (houve nada).
Será que existe um antídono melhor que o tempo?
A impaciência e a inquietude nos deixa meio indignados.
Cada minuto que passa o pensamento é mais forte, mais sufocante.
Impuro é o meio em que as bordas são contaminadas.
O pior veneno não é de um inseto ou de uma serpente mutante, é humano.
Um veneno inodoro, insípido e incolor que putrefaz o que toca a conta-gotas.
Nesse meio termo, manter-se neutro pode ser perigoso demais, até letal.
A rotina libera toxinas no ar, psicotrópicos que nos despersonificam (ou seria despersonalizam) lentamente.
E quando nós enxergarmos o que sobrou de nós mesmos, já estará envenenado demais para desintoxicar.
É tão estranho o silêncio que fica no período pós-ictal.
Um veneno meio turvo que corrói as entranhas lentamente.
Na verdade aquela mentira era verdadeiramente errada.
Um equívoco na posição das palavras, uma troca de idéias mal pensada.
O eterno conflito entre o pedir perdão e o fingir que não (houve nada).
Será que existe um antídono melhor que o tempo?
A impaciência e a inquietude nos deixa meio indignados.
Cada minuto que passa o pensamento é mais forte, mais sufocante.
Impuro é o meio em que as bordas são contaminadas.
O pior veneno não é de um inseto ou de uma serpente mutante, é humano.
Um veneno inodoro, insípido e incolor que putrefaz o que toca a conta-gotas.
Nesse meio termo, manter-se neutro pode ser perigoso demais, até letal.
A rotina libera toxinas no ar, psicotrópicos que nos despersonificam (ou seria despersonalizam) lentamente.
E quando nós enxergarmos o que sobrou de nós mesmos, já estará envenenado demais para desintoxicar.
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